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04 março 2012

Biografia Bíblica - DAVI

1 Samuel 16.11-13

11 - Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os jovens? E disse: Ainda falta o menor, e eis que apascenta as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Envia e manda-o chamar, porquanto não nos assentaremos em roda da mesa até que ele venha aqui.

12 - Então, mandou em busca dele e o trouxe (e era ruivo, e formoso de semblante, e de boa presença). E disse o Senhor: Levanta-te e unge-o, porque este mesmo é.

13 - Então, Samuel tomou o vaso do azeite e ungiu-o no meio dos seus irmãos; e, desde aquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi. Então, Samuel se levantou e se tornou a Ramá.

Introdução

O nome Davi é mencionado mais vezes que qualquer outro personagem do Antigo Testamento, foi músico hábil, pastor de ovelhas, rei, profeta, ousado em decisões e estratégias militares, enfim, um grande estadista. Em seus momentos de fraqueza, soube se humilhar, se arrepender e esperar de Deus o perdão.

Foi o segundo rei do reino unido de Israel, ancestral de Jesus Cristo e escritor de diversos salmos. O registro da vida de Davi encontra-se em 1Samuel 16.31; 2Samuel 1-24; 1Reis 1-2; e 1Crônicas 10-29.

HISTÓRICO

Passou sua juventude em Belém. Era o filho mais novo de Jessé, respeitado cidadão da cidade, dentre oito irmãos (1Sm 16.10-11; 17.12-14). Sua mãe foi ternamente lembrada por sua piedade (Sl 86.16). Por ser o mais moço, Davi guardava os rebanhos de seu pai. E nessa função, demonstrou coragem e fidelidade, matando um leão e um urso que haviam atacado aos ovelhas.
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Israel encontrava-se decadente nas mãos do rei Saul, escolhido pela própria nação, em represália à Teocracia, que regia o povo por meio de Samuel. Devido ao caos do reinado, a nação ficou assim:

1º) As condições sociais e política da época não eram boas. Por quê?

Porque o povo havia se corrompido e se afastado de Deus. Eli e seus filhos perversos haviam morrido. Deus escolheu Samuel para sucedê-lo, era o último dos juízes. Como estava avançado em idade, Samuel constitui seus filhos juízes sobre Israel, mas eles não andaram nos caminhos do Senhor (1Sm 81-3). Gerou-se uma insatisfação na nação, que começou a pedir um rei semelhante ao das outras nações. Até a época de Samuel, Israel tinha um governo Teocrático, mas o povo, insatisfeito, rejeitou ao Senhor que orientou Samuel a atender à voz do povo (1Sm 8.79).

Em pouco tempo Saul mostrou-se intransigente e desobediente a Deus e foi rejeitado.

2º) Um novo Rei

Davi era bisneto de Rute e Boaz, filho de Jessé, efrateu, de Belém de Judá, sendo o mais novo de oito irmãos (1Sm 16.10,13; 17.12). Foi criado pastoreando as ovelhas do pai. Nessa ocupação, aprendera a ser corajoso, forte e valente; com suas ovelhas, era terno e dócil. Era dedicado e responsável no serviço que o seu pai Jessé lhe confiara e, inúmeras vezes, seus irmãos o invejavam. Davi encontrava-se no campo pastoreando as ovelhas do pai, quando Samuel mandou chamá-lo para ungi-lo rei.

3º) Derrota do gigante Golias e do exército filisteus

Golias havia desafiado a nação de Israel a lutar com ele, isso agitou o espírito de Davi. Golias trajava uma pesada armadura para iniciar um combate corpo-a-corpo. Mas a estratégia de Davi era lutar com ele à distância. Pegou então cinco pedras de um ribeiro e enfrentou o gigante com apenas uma funda e sua fé inabalável em Deus. Golias caiu com uma pedra cravada em sua testa e Davi foi reconhecido como herói de Israel.

Davi ganhou honra diante de Saul, que o nomeou seu escudeiro. Entretanto, ao voltar da batalha, Davi e seus homens foram exaltados pelas mulheres, e Saul ressentiu-se e ardeu-se em ciúmes. A partir daquela data, já não via Davi com bons olhos (1Sm 18.7-9), e passou a persegui-lo. Começa aqui uma nova fase na vida de Davi.

O rei Saul rejeitado por Deus e perturbado por um espírito mal, estava sujeito à depressão e insanidade. Seus servos aconselharam-no a ter um harpista que pudesse acalmar seu espírito. Davi foi recomendado para a tarefa. Como harpista de Saul, Davi estava exposto a questões governamentais, uma situação que o preparou para sua função posterior como rei de Israel.

A fama de herói durou pouco e com ele as questões governamentais. O tempo que passara ao lado do rei Saul foi suficiente para ele usar na formação de exércitos.

Como o rei Saul procurava matá-lo, Davi levantou um grupo de fugitivos como seus seguidores e escapou da presença do seu inimigo.

Vale ressaltar que, por dois momentos Davi teve condições para matar o rei Saul, mas não o fez.

A VIDA NO DESERTO

Refugiando-se na caverna de Adulão longe da esposa, família e amigos, passou a se confortar no Senhor, com quem sabia poder sempre contar (Sl 142). O deserto foi a escola que Deus preparou para reparar sua vida.

Como Davi se saiu no deserto?

1º) Treinou um bando de fugitivos

Tornando-se líder, sua função era proteger os rebanhos e as colheitas das comunidades israelitas situadas nas fronteiras.

Davi encontrava-se nas terras de Nabal que era homem insensato e mesquinho, que, por não dar o devido pagamento a Davi e seus homens, seria morto, caso não tivesse havido a intervenção de Abigail, sua esposa que, com inteligência e diplomacia, conseguiu que Davi desistisse de tal intento. Nabal mais tarde faleceu e Davi mandou chamar Abigail para ser sua esposa. Antes porém havia se casado com Ainoã com quem tivera o primeiro filho.

2º) Saul insiste em perseguir Davi


DEUS ORIENTA DAVI A VOLTAR À JUDÁ

Com a morte de Saul e seus três filhos, Davi foi orientado por Deus a voltar a Judá, onde seria ungido Rei. Escolheu Hebrom para fixar residência e ali permaneceu por sete anos e meio até que foi ungido rei das 12 tribos de Israel. Tomou a decisão de transferir a capital do reino para Jerusalém, para se tornar o centro político e religioso de Israel. no período que esteve em Hebrom, casou-se com várias mulheres e lhe foram dados filhos e uma filha (2Sm 5.14-16; Cr 3.5-8; 2Cr 11.18).

DAVI UNGIDO REI

Foi ungido rei, assumindo o trono aos 30 anos de idade, e reinou durante quarenta anos. Conduziu o povo Israel com bravura e liderança firme, estendeu suas fronteiras, edificou um palácio e implementou o comércio interno e externo, de forma que houve muita prosperidade material no Reino. Davi era rei, juiz e general e, para as nações vizinhas, era o poder principal em todo o mundo do oriente próximo - o maior monarca da época. Davi se preocupou em trazer a Arca da Aliança de volta e a colocou num tabernáculo especialmente preparado para ela.

As qualidade do rei Davi

Uma vida plena e cheia de altos e baixos, mas soube em várias ocasiões, confiar inteiramente no Senhor. Não obstante, todas as controvérsias de sua vida, Davi serviu à sua geração conforme os desígnios de Deus (At 13.36). Em várias ocasioções, teve que se ajoelhar para pedir perdão e, nos momentos sombrios, dedicava-se a compor belos salmos de louvor (Sl 22).

Desventura

A Bíblia destaca que Davi era um homem segundo o coração de Deus, o favor divino deu lugar ao castigo e as bênçãos de Deus à maldição, depois de ele haver pecado. Em nenhum momento a Bíblia procura ocultar os pecados ou defeitos de seus filhos "pois tudo que foi escrito, para nosso ensino foi escrito" (Rm 15.4). Davi era humano e teve seus pontos negativos e positivos destacados.

Fraquezas

1º Fraqueza: Negligenciou a criação dos filhos e perdeu o controle sobre sua família. Como estava demasiadamente envolvido com a vida pública, não teve tempo para admoestar os próprios filhos, tinha medo de contrariá-los (1Rs 1.5-6).

2ª Fraqueza: Entregou-se a impetuosas paixões, abrindo brechas em sua vida espiritual, e Deus não se agradou (2Sn 11.27) do duplo pecado de homicídio e adultério deliberado e maquinado.

Davi não tropeçou no pecado, ele quis pecar e viveu uma mentira, ocultando-o. O acerto de contas com Davi veio por meio do profeta Natã que transmitiu a mensagem do Senhor, no tempo certo e com palavras sábias. Em sinal de arrependimento, Davi pediu perdão e foi perdoado (2Sm 12.13).

3ª Fraqueza: Tornando-se autosuficiente e sem depender de Deus, mandou levantar um censo que desagradou ao Senhor, pois o mesmo só poderia ser feito dentro da vontade Deus e dentro das normas estabelecidas na Lei (Êx 30.12-15). Seu "ego" elevou-se no seu íntimo, o que ele realmente queria era conhecer a força de seu exército e, quão grande era o território conquistado. Como de Deus não se zomba, o castigo foi instantâneo, sobreveio uma peste sobre o povo, que num dia morreram mais de setenta mil. A consequência do pecado de Davi, atingiu pessoas inocentes. Mais uma vez, Davi arrependeu-se e Deus fez cessar o castigo.

Conclusão

O propósito de Davi era servir como rei e perpetuar a justiça de Israel. Seus últimos dias foram refletir sobre o templo - um sonho não realizado por determinação de Deus (1Cr 28); aconselhar a Salomão a ser sábio e buscar o Senhor com um coração sincero e voluntário e a servi-lo de todo o seu coração (1Cr 29).

Davi morreu numa boa velhice, cheio de dias, riquezas e glória (1Cr 29.28).

Queridos irmãos, creio que a maior de todas as lições tiradas da vida de Davi é poder saber ser um homem ou uma mulher segundo o coração de Deus.
 

13 fevereiro 2012

Curso para Professores de Crianças

1º Ciclo de Capacitação
de Professores para o Ministério Infantil

O curso foi ministrado pelas Professoras Regina, Sônia, Susan e Francisca, nos dias 4 e 5; 11 e 12 de fevereiro de 2012, com a carga horária de 12 horas, sendo dois finais de semana.

O objetivo do curso foi preparar professores para trabalhar no ministério infantil.

A Professora Regina, Coordenadora do Departamento Infantil fez abertura dizendo que o mesmo levaria seis meses para ser concluído por ser esse abrangente e que durante esses perídos faria uma síntese de como missionar uma criança.
Segue as fotos do curso:

Ensinando o Evangelismo de Criança
Dramaturgia começava com oração.
Na dramaturgia não pode haver interrupção
Como ensinar a criança a Cantar.
Entre a Professora Sônia à esquerda e a Professora Regina à direita estão os alunos
Entre os alunos estão três professores de criança fazendo uma reciclagem
Conclusão de Curso com ótimo aproveitamento.
No Culto, entrega do Certificado aos agraciados

Entrega do Certificado com irmão Cássio, Coordenador da EBD
Entrega do Certificado com a irmã Regina, Coordenadora do Departamento Infantil

Oração pelo irmão João de Deus agradecendo a Deus pela conclusão curso
Destaque: A felicidade da aluna Lívia quando recebeu seu Certificado
Agradecemos a irmã Regina pela dedicação, pelo zelo e interesse em se empenhar no melhoramento do Departamento Infantil e crescimento da Escola Bíblica Dominical.

Que possamos juntos Escola Dominical e Departamento Infantil crescer fazendo a Obra de Deus.

Críticas surgirão, mas devemos continuar fazendo o que Deus quer, a Obra é Dele e não nossa.

Agradecemos também as Professoras Sônia, Susan e Francisca que cooperaram se desdobrando deixando seus compromissos no Guará, Distrito Federal para a realizar essa obra em Valparaíso de Goiás, Goiás.

Que o Senhor vos abençoe.

21 janeiro 2012

Heróis da Fé 2 - Abraão

Objetivo desse estudo é mostrar os pontos mais importantes da biografia do Patriarca Abraão e a necessidade de aplicar em nossas vidas diárias os exemplos positivos bem como se resguardar dos negativos.

Versículo Chave
"Pela fé, ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado, sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito. Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar"
(Hebreus 11.17)

Estudo do Texto: Gênesis 12.1-9

A vida e chamada de Abraão

O homem chamado amigo de Deus, e considerado o pai da fé, nos traz grande inspiração em sua jornada. Os fatos mais importantes relacionados a ele nos estimula a ter experiência com o Senhor e a praticar a fé.

Abraão nasceu em Ur dos Caldeus na Mesopotâmia. Seu pai chamava-se Terá; seu avô, Naor; seu bisavô Serugue e seu tataravô, Reú.

Abraão é descendente da linhagem de Sem, filho de Noé (Gn 10.1; 11.21-26). Recebeu o nome de Abrão, que significa "o Pai é exaltado". Posteriormente, Deus mudou o seu nome para Abraão, que significa: "pai de multidões" (Gn 17.5).

Seu chamado foi o mais espetacular já registrada no Antigo Testamento.  Aos 75 anos de idade, estando em Ur dos Caldeus, sua cidade natal, Deus o chamou dizendo: "Ora, o Senhor disse a Abraão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção" (Gn 12.1,2). Deus disse: "Sai-te da tua terra, e da tua parentela" e mesmo assim ele levou Ló com sigo, contrariando a vontade do Senhor. Mas, Deus não deixou de abençoar o seu servo Abraão.

Abraão saiu levando sua esposa Sarai, cujo nome mudou para Sara, que significa princesa, obedecendo assim pela fé o chamado do Senhor. (Hb 11.8-10).

Teve de deixar para trás a sua terra, a sua parentela e a casa de seu Pai, além de abandonar, principalmente, as suas raízes religiosas, adquiridas do seu Pai idólatra (Js 24.2-3).

Seus descendentes foram Isaque, filho de Sara; Ismael, filho de Hagar - a serva egípcia (Gn 16.1-4); Zinrã, Jocsã, Medã, midiã, Jisbaque e Suá, filhos de Quetura (Gn 25.1-2).

Os caminhos percorridos por Abraão em suas peregrinações estão registrados em Gn 12.1-20; 13.1-14: Harã, Siquém, Betel, Egito, Manre e Gerar.


Fatos importantes

Muitas coisas aconteceram na vida de Abraão, e a Bíblia registra-os com riquezas e detalhes. Fatos esses que definem seu temperamento, caráter e ainda sua grandeza de um herói de fé.

Abraão era de natureza introvertida, ou seja, reservada, calma e sossegada. Pacificamente, apaziguou a contenda entre os pastores do seu gado e os pastores do rebanho de Ló (Gn 13.7-11). Demonstrou também lealdade ao defender seu sobrinho, que fora levado cativo (Gn 14.12-17). Mostrou-se compassivo na hora de despedir Hagar e o seu filho Ismael (Gn 21.10-13).

O bom caráter de Abraão lhe proporcionou elevado conceito de Deus, que para ele é Eterno (Gn 21.33); Altíssimo (Gn 14.22); Dono do céu e da terra (Gn 14.22-24); Justo Juiz (Gn 18.25); Misericordioso (Gen 19.19).

Seu comportamento também revela seu forte caráter quando aceitou o julgamento de Deus contra o pecado (Gn 18.17-33), mostrou-se forte intercessor a favor de Ló (Gn 18.23-33), demonstrou íntima comunhão com Deus (Gn 24.40; 48.15).

Revelou o lado frágil do seu caráter perante Faraó no Egito (Gn 12.10-20) e perante Abimeleque, em Gerar (Gn 20.1-18). Essa fraqueza se refletiu na vida de seu filho Isaque (Gn 26.7-10).

A grandeza de Abraão se deu pelo fato de ter andado com Deus (Gn 17.1), e tê-lo escolhido como o seu Deus. (Êx 3.15). 

Abraão foi chamado pelo Todo-Poderoso (Êx 6.3).

Foi escolhido (Ne 9.7).

Foi redimido (Is 29.22).

Abençoado (Mq 7.20).

Exemplos práticos na vida de Abraão

Abraão andou com Deus até completar a sua peregrinação na terra. A sua fidelidade mereceu o título de "Amigo de Deus" (2Cr 20.7; Tg 2.23).

Outros exemplos:

Abraão expressou uma fé extraordinária não duvidando da promessa de Deus de que teria um filho (Gn 15.1-6).

A sua fé se revelou poderosa também no sacrifício de Isaque, conforme descreve com clareza os seguintes textos: Gn 22.1-4; Hb 11.17-19. Por causa da sua fé, recebeu revelações especiais, como visão (Gn 15.1-21) e visita angelical (Gn 18.1-21; 22.11,15). Abraão andou por fé e com a sua vida edificou altares para Deus (Gn 12.8; 13.18).

A esperança se estribou nas promessas feitas por Deus de fazer dele uma grande nação, abençoá-lo, engrandecê-lo, transformá-lo numa fonte de bênçãos para os outros, abençoar seus amigos e amaldiçoar seus inimigos. Por meio dele, abençoar todas as familiar da terra, dar à sua descendência a terra (Gn 12.1-3; 7).

A bênção de Abraão fora outorgado a todos os cristãos como o juramento (Lc 1.73); o pacto (At 3.13); a promessa (Rm 4.13), a bênção, por meio do seu descendente - Cristo (Gl 3.14).

Conclusão

Podemos dizer que esse estudo não faz parte de lendas, é uma realidade registrada na Palavra de Deus, não só para consolar, mas também para aumentar nossa esperança (Fp 3.20).

Reflita essa questão:

Até que ponto você confia em Deus?

(Mande seu comentário)