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11 setembro 2012

O Ministério do Espírito Santo

Essa ilustração foi extraída da internet denilsonalayon.wordpress.com.  Postamos para mostrar que o Espírito Santo só realiza o ministério tanto em homens como em mulheres que se regeneram e obedecem a Deus.

ESPÍRITO SANTO

O mover sobrenatural de Deus

Lucas 9.23-26

23 - E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. 24 - Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará. 25 - Porque que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo? 26 - Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos.

  • ·        O Espírito Santo em sua plena deidade (divindade) participa de todos os atributos de Deus (1Jo 5.7,8). Esse estudo revela que, no âmbito terreno ou celeste, em um ministério de atuação sublime, Ele tem poder para criar, convencer, dirigir, edificar, regenerar, santificar e transformar. “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra (Jesus ou Verbo) e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água, e o sangue; (o Espírito porque Convence o mundo do Pecado da Justiça e do Juízo. A água porque Jesus consagrou o seu Ministério sendo batizado nas águas por João Batista, e o sangue se refere a Crucificação de Jesus quando houve o derramamento do seu sangue sobre toda a humanidade - Grifo do Blog)  e estes três concordam num”.  Assim, o cristão deve empenhar-se em desenvolver uma vida espiritual sob a direção e poder do Espírito Santo.
  • ·         Este estudo discorre sobre aspectos primordiais desse ministério quanto à humanidade, à igreja e especificamente ao cristão.
  • ·  Atente para esses ensinamentos:
 
I - O MINISTÉRIO DO ESPÍRITO SANTO NO MUNDO

    O Deus Espírito Santo desempenha no mundo o ofício muito especial de instituir e resguardar a vida na terra, bem como convencer a humanidade de seus pecados e da necessidade de Deus, apontando para Cristo, pois “não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir” (Jo 16.13b).

     1. Doar vida“O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida” (Jó 33.4). Por meio da pessoa divina do Espírito Santo a vida é gerada no mundo. Ele propicia vida tanto à humanidade, quanto a toda a criação. Todos os seres vivos sejam eles complexos ou unicelulares (formado por uma só célula), com todas as suas especificidades, foram criados pelo poder do Espírito: “Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra” (Sl 104.30). Todos os processos naturais, de ordem química, física ou biológica, que ocorrem na natureza, são regidos pela atuação sobrenatural do Espírito Santo. Foi também a Ele que Deus se dirigiu no princípio da criação, quando disse: “Façamos o homem à nossa imagem...” (Gn 1.26ª). 

   2. Convencer do Pecado“E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do Juízo” (Jo 16.8). O mundo jaz morto no pecado, e essa morte espiritual que habita essencialmente na humanidade a impede de perceber suas iniquidades. Faz parte do ministério do Espírito, em uma ação sobrenatural, abrir-lhes os olhos para que enxerguem o abismo para o qual caminham. É o Espírito Santo que convence o homem a acreditar no sacrifício vicário de Cristo, levando-o a converter-se ao Deus soberano. Sem essa ação extraordinária, jamais o homem teria condições de encontrar a Jesus como único caminho e crer em suas verdades eternas. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28).
 
II - O MINISTÉRIO DO ESPÍRITO SANTO NA IGREJA 
 
       Desde o princípio, o Espírito Santo sustenta a igreja e é Nele que ela tem firmado seu alicerce. Sendo a força propulsora do corpo de Cristo no mundo, o Espírito Santo o guiará em todo tempo, durante sua peregrinação nesta terra. Com o intuito de fazê-la prevalecer, Ele a contempla com instrução e dons, como?

     1. Dirigindo suas atividades na terra“Mas, quando vier aquele espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade” (Jo 16.13a). Faz parte do ministério do Espírito Santo guiar a igreja no caminho da verdade, ensinando e corrigindo eventuais desvios, afim de que esta se aproxime dos padrões celestiais, para cada vez mais assemelhar-se a Cristo. A vida da igreja subsiste somente por meio desta ação sobrenatural do Espírito Santo, eficaz em suplantar as obras da carne, que porventura comecem a surgir dentre o povo de Deus. A ação do Espírito Santo vivifica a igreja e a estimula a proclamar as boas novas de Cristo, levando muitos outros à conversão.

    2. Distribuindo dons espirituais“Mas um só e o mesmo espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (1Co 12.11). Os dons espirituais são dádivas do Espírito Santo à igreja como resultado da Graça de Deus. Estes dons são ofertados aos cristãos para auxiliá-lo nas suas incapacidades, permitindo que, por meio deles, Deus seja adorado com inteira dedicação. A manifestação dos dons espirituais visa à edificação e à consequente santificação da igreja: “... Faça-se tudo para edificação” (1Co 14.26b). Uma igreja dedicada a Deus se Aplica em alcançar esses dons, a fim de experimentar a intensa manifestação do Espírito Santo, almejando a maturidade e a santificação de seus membros.

III - O MINISTÉRIO DO ESPÍRITO SANTO NO CRISTÃO

        Em relação ao cristão, o Espírito Santo apresenta-se como aquele que 'anda junto', que cuida, auxiliar e ampara. Ele atua tanto a favor do cristão, quanto no cristão. Assim, Ele age como barreira protetora contra a natureza caída, inata ao homem, reestruturando seu viver, regenerando, santificando e consolando-o, como? 

        1. Transformando em uma nova criatura (regeneração) - "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus" (Jo 3.5). O nascer de novo está atrelado à transformação de vida, na qual o novo convertido ganha o status de filho de Deus, tornando-se uma nova criatura. O Espirito Santo é o mentor dessa transformação, agindo ainda como doador e mantenedor da vida espiritual por meio deste novo nascimento. Essa metamorfose espiritual diz respeito a mudança de uma natureza pecaminosa para uma regenerada, pela graciosa ação do Espírito Santo: "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo" (2Co 5.17).

    2. Atuando no processo de santificação - "Mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados... pelo Espírito do nosso Deus" (1Co 6.11). Um dos principais ministérios do Espírito Santo é a santificação. A transformação de uma vida de iniquidade para uma vida em santidade cumpre um processo sobrenatural, possível somente por meio do agir do Espírito Santo. É a partir deste processo que a santificação se inicia e o fruto do Espírito encontra lugar no coração do crente. O desenvolvimento deste fruto leva-o a um pleno crescimento espiritual e a uma dedicação sincera ao reino de Deus, pois daí se origina um novo caráter. "Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação" (1Ts 4.3a).

       3. Propiciando consolo - "E eu rogarei ao pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre" (Jo 14.16). Jesus sabia que, quando de Sua partida para o céu, seus discípulos se sentiriam órfãos, tomados por uma sensação de insuficiência, desfalecimento e incapacidade para caminhar. Desta forma, a fim de quietar os seus corações, Ele lhes promete outro consolador. A palavra "consolador", no original, significa "alguém que foi chamado para ficar ao lado de outro para ajudá-lo" (Bíblia de Estudos Pentecostal, pg 1601). Como os discípulos, os cristãos também podem contar com o consolo do Espírito Santo. Ele renova as forças e capacita o crente para o enfrentamento de obstáculos e hostilidades que se apresentam ao longo do caminho.

 Concluímos esse estudo revelando a importância primordial do ministério do Espírito Santo para o mundo, para a igreja, e em especial, para o cristão. Desde a ascensão de Cristo, a humanidade tem sido profundamente contemplada com essa magnífica presença que, continuamente, consola e doutrina os corações. Hoje, o Espírito Santo é a principal revelação da trindade em nosso meio. É evidente que, em todos os tempos e hoje, a trindade agiu e age na terra. No Antigo Testamento, percebeu-se claramente a manifestação do Deus Pai; nos Evangelhos nota-se a presença visível do Deus Filho; e, após Sua ascensão, há a presença constante do Deus Espírito Santo. Assim, a igreja não pode fechar os olhos para a importância do ministério do Espírito Santo de Deus.

20 agosto 2012

O ESPÍRITO SANTO NA OBRA DE JESUS

Atos 10.37-46 "37 - esta palavra, vós bem sabeis, veio por toda a Judéia, começando pela Galileia, depois do batismo que João pregou; 38 - como Deus ungiu a Jesus de Nazaré como o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele. 39 - E nós somos testemunhas de todas as coisas que fez, tanto na terra da Judéia como em Jerusalém; ao qual mataram, pendurando-os num madeiro. 40 - A este ressuscitou Deus ao terceiro dia e fez que se manifestasse, 41 - não a todo o povo, mas as testemunhas que Deus antes ordenara; a nós que comemos e bebemos juntamente com ele, depois que ressuscitou dos mortos. 42 - E nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos. 43 - A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome. 44 - E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. 45 - E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. 46 - Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus.".
"Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele" (Atos 10.38). A exposição panorâmica da obra de Jesus na pregação de Pedro traz, em suas entrelinhas, a incontestável participação do Espírito Santo em sua realização.
É óbvio que o objetivo desse estudo não é diminuir o poder divino de Jesus Cristo, e sim, o de ressaltar o prazer de uma vida em comunhão com o Espírito Santo, pois o simples fato de ouvir falar desta comunhão pode mudar significativamente sua vida.
O Espírito Santo e os preparativos para a Obra de Jesus
O conjunto das providências capazes de determinar as precisas condições para Jesus iniciar sua obra fora cuidadosamente executadas pelo Espírito Santo. Para que uma obra seja bem feita, tanto o terreno como o operário precisam estar preparados.
Por meio das palavras do anjo Gabriel à Maria, é possível constatar que a participação do Espírito Santo na obra humana de Jesus teria uma procedência até mesmo antes do seu início (Lc 1.35). A presença do Espírito Santo na obra da geração de Jesus, ainda no ventre, é comprovada quando Isabel sente João Batista se movimentar em seu ventre, ao ouvir a saudação de Maria (Lc.141).
O Batismo de Jesus
É mais uma prova de que a participação do Espírito Santo em sua obra consiste em uma condecoração irrevogável. Por ser verdade, a Sua descida no Jordão sobre Aquele em que se cumpririam as profecias messiânicas, incide em um acontecimento fortemente confirmado nos quatro Evangelhos (Mt 3.16; Mc 1.9-11; Lc 3.21,22; Jo 1.29-34).
Para explicar o fenômeno ocorrido em Pentecoste, Pedro declara que a mesma promessa, recebida por Jesus, estava sendo derramada naquele momento (At 2.32,33). Mais adiante, ao relatar outra vez esta ação conjunta, desceu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam essa mensagem (At 10.37-44).
A provação de Jesus
 Os preparativos que antecederiam a obra de Jesus já estavam quase completos, porquanto Ele ainda enfrentaria um combate que duraria quarenta dias (Mc 1.13; Lc 4.2). Pelo que se tem registro, em forma humana, Jesus ainda não havia enfrentado o primeiro confronto direto contra seu arqui-inimigo. E como nenhum homem recebeu a incumbência de combater contra o poder das trevas sozinho, como o Cristo encarnado não foi indiferente: "Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo" (Mt 4.1).
Evangelização
O Desempenho da obra ministerial de Jesus está tão unido à fiel participação do Espírito Santo que, até mesmo o seu prazer no andamento da obra, é resultante desta comunhão (Lc 10.21).
Aquele que pensa que a obra missionaria é realizada somente por meio de estratégias humanas, desconhece sua real dimensão. Quando Pedro apresenta o trajeto geográfico da obra de Jesus, ele deixa claro que tal ato teve a fiel participação do Espírito Santo (v. 38; Lc 4.1,14). Como confirmação, vemos o próprio Jesus dizer: "O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar..." (Lc 4.18a).
A verdade prática que se deve extrair daqui é que, se até mesmo Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo às localidades onde deveria relaizar sua obra (Lc 4.14), com seus servos não será diferente (At 16.7).

 A declaração de Jesus de que o Espírito Santo O enviou para curar os quebrantados de coração (Lc 4.18) é confirmada em toda sua história terrena. E para nosso regozijo, a continuidade desta ação conjunta não teve fim. A razão é simples, basta ler a profecia de João Batista para entendermos: "Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo" (Mc 1.8).
Ao sabermos que é por meio de Jesus Cristo que recebemos o milagre da presença do Espírito Santo em nossas vidas (Jo 20.22), fica bem mais fácil compreendermos suas palavras quando diz: "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará aos obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai" (Jo 14.12; ler também os versículos 13 ao 17).
Até a tempestade lhe obedecia

Para a atuação em um ofício que exige perícia em sua execução, é indispensável que se tenha licença. Por ser verdade, a pergunta feita a Jesus: "Com que autoridade fazes isso? E quem te deu tal autoridade?", só não recebeu uma resposta plausível devido à falsidade de seus indagadores (Mt 21.23-27).
A Bíblia relata que a autoridade de Jesus sobre o poder das trevas estava ligada à participação do Espírito Santo (v. 38; Mt 12.22-28). Além disso, sua autoridade em ensinar (Jo 14.26; Mt 7.28,29), em perdoar (Rm 8.2; Jo 20.22,23; Mt 9.6) e em tudo quanto realizou entre os homens, consistiu nesta comunhão celestial.
O proposito de Jesus é salvar a humanidade
 A vinda do Filho de Deus ao mundo faz parte de um projeto resolutivo antigo (Ap 13.8; Gn 3). Mas o que e ignorado por muitos que se julgam estudantes da Bíblia, é que a participação do Espírito Santo na execução desse  plano consiste em uma verdade irrefutável ao longo das Escrituras Sagradas.
A Bíblia sempre deixa claro que o propósito da vinda de Jesus a este mundo é o de libertar o homem da maldição do pecado (v. 43). Assim, todo aquele que O recebe pela fé, torna-se herdeiro das promessas oriundas desse propósito (Jo 3.16; Gl 4.6,7).
Por mais cristocêntrico que seja a execução do plano em análise, a beleza de sua concretização e a magnificência do seu alcance também se encontram nos preceitos estabelecidos pelo Espírito Santo. Por esta razão, em se referindo aos benefícios desta lei, o apóstolo Paulo declara: "Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte" (Rm 8.2).
 Para cumprir com o plano de aniquilar o pecado, Jesus só podia fazê-lo "pelo sacrifício de si mesmo" (Hb 9.26). Quanto a isso, muitos foram "testemunhas de todas as coisas que fez, tanto na terra da Judéia como em Jerusalém; ao qual mataram, pendurando-o num madeiro" (v. 39).
O cumprimento desta parte do plano eram composto de dois passos complexos, o de se manter imaculado mediante as tentações (Hb 4.15) e o de se entregar à dor da morte (Mt 26.38,39). Em razão disso, a esplendorosa participação do Espírito Santo foi de vital importância para Jesus, que, "... pelo Espírito eterno, se ofereceu a sim mesmo imaculado a Deus" (Hb 9.14).
A ressurreição de Jesus Cristo é a maior garantia de que os que nele crêem serão ressuscitados (1Co 15.12-23), pois o Espírito Santo, agente desse fenômeno, tem a incumbência de reproduzir o ato em todos os que Ele habita (Rm 8.11).
Quando Pedro declarou: "A este ressuscitou Deus ao terceiro dia e fez que se manifestasse" (v. 40), ele não se referia a algo que achava ter acontecido, mas, à magnifica experiência que Deus permitiu que testemunhasse (v. 41). Assim em se referindo ao efeito da comunhão entre a segunda e terceira pessoa da Trindade, o resultado foi glorioso (v. 44).

Concluimos então orando a Deus que este estudo não venha servir apenas de enriquecimento teológico, mas que também sirva de exemplo de como devemos proceder como corpo de Cristo (1Co 12). Amém
Fonte: www.adgo.com.br

16 agosto 2012

ESPÍRITO SANTO - A promessa do derramamento do Espírito

Atos 2.16-18

"Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e minhas servas, naqueles dias, e profetizarão;"

Não há promessa mais clara e mais contundente do que a promessa do Pai de derramar o Espírito Santo sobre o seu povo. Foi Ele quem fez tal promessa, por isto, não pode falhar. O Senhor só nos dá coisa boas: "Pois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?" (Lc 11.13).

Cristo nos deu a certeza de que a promessa do Espírito Santo é para dinamizar a Igreja e foi feita por Deus. "E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai". Sendo assim, podemos afirmar que é uma promessa divina e, portanto, infalível.

Os profetas anunciaram o derramamento do Espírito Santo citados em Is 32.15; 44.3; Ez 39.28,29. No entanto, o texto mais importante relacionado a este assunto é o de Joel 2.28,29. Pedro fez menção dele no dia do cumprimento desta profecia: "Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel" (Atos 2.16) e destacou a previsão: "E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; ..." (Atos 2.17), referindo-se ao tempo messiânico, ou seja, à era cristã.

O Senhor Jesus Cristo ensinou abordando esse assunto muitas vezes e de maneiras variadas. Simbolicamente, ofereceu à mulher samaritana a "água viva" (Jo 4.10), e estendeu a oferta a todo o que crê no seu nome (Jo 7.37,38).
Suas palavras finais de instrução aos discípulos foram ratificando a promessa do Pai: "Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre" (Jo 14.15,16). Por fim, antes de ser elevado às alturas, determinou: "que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes" (Atos 1.4). 

 O apóstolo Pedro, em reprimenda à falsa acusação de que estavam embriagados, porque falavam línguas variadas, disse que era o cumprimento da profecia de Joel (Atos 2.13-16).
O apóstolo Paulo, ciente desta promessa, lhe deu nova conotação, mostrando que mais que vontade de recebê-la, é uma ordem buscá-la: "Enchei-vos do Espírito" (Ef 5.18). Escrevendo a Tito, ele afirmou que este derramamento foi abundante e por meio de Jesus Cristo (Tt 3.5,6). Para os Tessalonicenses, mostrou que a santificação, abstenção da prostituição, o despojamento de toda imundícia, fazem parte da vontade de Deus para o crente. Para tanto, deu-nos o seu Espírito Santo (1Ts 4.1-8). 

A expressão "E nos últimas dias acontecerá" (Atos 2.17), refere-se ao tempo inaugurado pela morte e ressurreição de Jesus Cristo (Hb 1.1). É uma promessa messiânica porque compreende o tempo do Messias. Daí entendemos que a promessa do Espírito Santo está relacionada com o resultado da conquista realizada por Jesus Cristo. "De sorte que, exaltado pela destra de Deus e tendo recebido do Pai a promessa do Espírtito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis" (Atos 2.33). Jamais receberíamos o Espírito Santo, se tivéssemos que pagar o preço para recebê-lo, pois faz parte da graciosa salvação que o Pai nos concedeu por meio do seu Filho. Está incluso no "pacote da graça".

"Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas" (Atos 2.32). Essa é a prova da ressurreição de Jesus Cristo. A páscoa era a festa que os judeus comemoravam, relembrando a saída da escravidão do Egito. A palavra pentecoste é grega e quer dizer "quinquagésimo (dia)", pois essa festa era comemorada cinquenta dias depois da páscoa. Por último, a festa das primícias.
Jesus é a nossa páscoa (1Co 5.7), que ressuscitou e: "... aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias..." (Atos 1.3). Note que os discípulos sabiam que havia um tempo determinado para que recebesse a promessa. Estavam reunidos, sentados (Atos 2.1,2), aguardando pacientemente. "Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem" (1Co 15.20). Eis o motivo, o meio e a esperança da promessa para nós que cremos (Jo 16.7). 

A consolidação da fundação e existência da Igreja se deu "De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas" (Atos 2.41). Imediatamente após o batismo com o Espírito Santo, os apóstolos  iniciaram a tarefa da evangelização. As conversões se seguiram e muitos sinais eram vistos pelas multidões que, atônitas, criam no Senhor (Atos 3.11; 5.1-12; 8.6-8). Estava inaugurado o maior empreendimento de Deus nesta terra, a Sua Igreja. As igrejas eram edificadas (Atos 9.31), os primeiros diáconos foram escolhidos (Atos 6.3), o pastorado teve início com a aprovação do Espírito Santo (Atos 20.28).

O derramento do Espírito Santo é o marco glorioso da ressurreição de Jesus Cristo. É uma peculiaridade do cristianismo. Nunca se ouviu dizer tal coisa de nenhuma religião no mundo. Aliás, o mundo não pode sequer entender este extraordinário fato: "O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós" (Jo 14.17).
Em João 7.37, o Espírito Santo exaltou a Pessoa de Jesus Cristo na ocasião da grande festa dos judeus. Jesus ofereceu água, simbolizando o Espírito Santo, a todo o que tivesse sede, cresse e fosse a Ele e exercitasse a fé Nele. No entanto, o apóstolo João faz uma importante observação: "E isso disse ele do Espírito, que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado" (Jo 7.39). Note bem, o Espírito ainda não tinha sido derramado, porque faltava a glorificação de Jesus.
O Espírito Santo veio para glorificar a Jesus Cristo (Jo 16.14). Só está, de fato, cheio do Espírito Santo aquele que florifica ao Senhor com seus bens, obra e vida.

"E tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus" (Atos 4.31). Certamente nada pode substituir o dom do Espírito Santo.
"O qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo  Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica" (2Co 3.6). Uma igreja dinâmica, cheia de vida, com certeza já esteve em "Jerusalém", buscando em oração a promessa do Pai.
Infelizmente, muitas igrejas estão precisando ouvir a voz de Cristo: "Desperta, tu que dormes" (Ef 5.14). São "igrejas cheias de crentes vazios".

A promessa do Espírito Santo é uma realidade prática. Todos os crentes podem e devem receber esta plenitude, pois é o único meio de progredir na vida cristã e realizar a obra de Deus com dinamismo e sucesso.
Deus, o Pai, nos prometeu, conforme vimos nas Escrituras. Foi anunciada pelos profetas, ensinada por Jesus e confirmada na vida dos apóstolos.
 Tomemos a resolução de buscar tal poder, como fizeram os discípulos no cenáculo: "de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados" (Atos 2.2). 

O Espírito Santo proporciona:
  • "Uma nova maneira de ver a majestade de Deus;
  • Uma nova maneira de encarar o pecado;
  • Ênfase na necessidade de arrependimento, fé e novo nascimento;
  • Uma nova compreensão da responsabilidade pela evangelização do mundo;
  • Maior manifestação dos dons e do fruto do Espírito;
  • Uma profunda preocupação social;
  • Renovada dependência de Deus;
  • Alegria da salvação". Billy Graham