16 agosto 2012

ESPÍRITO SANTO - A promessa do derramamento do Espírito

Atos 2.16-18

"Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e minhas servas, naqueles dias, e profetizarão;"

Não há promessa mais clara e mais contundente do que a promessa do Pai de derramar o Espírito Santo sobre o seu povo. Foi Ele quem fez tal promessa, por isto, não pode falhar. O Senhor só nos dá coisa boas: "Pois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?" (Lc 11.13).

Cristo nos deu a certeza de que a promessa do Espírito Santo é para dinamizar a Igreja e foi feita por Deus. "E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai". Sendo assim, podemos afirmar que é uma promessa divina e, portanto, infalível.

Os profetas anunciaram o derramamento do Espírito Santo citados em Is 32.15; 44.3; Ez 39.28,29. No entanto, o texto mais importante relacionado a este assunto é o de Joel 2.28,29. Pedro fez menção dele no dia do cumprimento desta profecia: "Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel" (Atos 2.16) e destacou a previsão: "E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; ..." (Atos 2.17), referindo-se ao tempo messiânico, ou seja, à era cristã.

O Senhor Jesus Cristo ensinou abordando esse assunto muitas vezes e de maneiras variadas. Simbolicamente, ofereceu à mulher samaritana a "água viva" (Jo 4.10), e estendeu a oferta a todo o que crê no seu nome (Jo 7.37,38).
Suas palavras finais de instrução aos discípulos foram ratificando a promessa do Pai: "Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre" (Jo 14.15,16). Por fim, antes de ser elevado às alturas, determinou: "que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes" (Atos 1.4). 

 O apóstolo Pedro, em reprimenda à falsa acusação de que estavam embriagados, porque falavam línguas variadas, disse que era o cumprimento da profecia de Joel (Atos 2.13-16).
O apóstolo Paulo, ciente desta promessa, lhe deu nova conotação, mostrando que mais que vontade de recebê-la, é uma ordem buscá-la: "Enchei-vos do Espírito" (Ef 5.18). Escrevendo a Tito, ele afirmou que este derramamento foi abundante e por meio de Jesus Cristo (Tt 3.5,6). Para os Tessalonicenses, mostrou que a santificação, abstenção da prostituição, o despojamento de toda imundícia, fazem parte da vontade de Deus para o crente. Para tanto, deu-nos o seu Espírito Santo (1Ts 4.1-8). 

A expressão "E nos últimas dias acontecerá" (Atos 2.17), refere-se ao tempo inaugurado pela morte e ressurreição de Jesus Cristo (Hb 1.1). É uma promessa messiânica porque compreende o tempo do Messias. Daí entendemos que a promessa do Espírito Santo está relacionada com o resultado da conquista realizada por Jesus Cristo. "De sorte que, exaltado pela destra de Deus e tendo recebido do Pai a promessa do Espírtito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis" (Atos 2.33). Jamais receberíamos o Espírito Santo, se tivéssemos que pagar o preço para recebê-lo, pois faz parte da graciosa salvação que o Pai nos concedeu por meio do seu Filho. Está incluso no "pacote da graça".

"Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas" (Atos 2.32). Essa é a prova da ressurreição de Jesus Cristo. A páscoa era a festa que os judeus comemoravam, relembrando a saída da escravidão do Egito. A palavra pentecoste é grega e quer dizer "quinquagésimo (dia)", pois essa festa era comemorada cinquenta dias depois da páscoa. Por último, a festa das primícias.
Jesus é a nossa páscoa (1Co 5.7), que ressuscitou e: "... aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias..." (Atos 1.3). Note que os discípulos sabiam que havia um tempo determinado para que recebesse a promessa. Estavam reunidos, sentados (Atos 2.1,2), aguardando pacientemente. "Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem" (1Co 15.20). Eis o motivo, o meio e a esperança da promessa para nós que cremos (Jo 16.7). 

A consolidação da fundação e existência da Igreja se deu "De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas" (Atos 2.41). Imediatamente após o batismo com o Espírito Santo, os apóstolos  iniciaram a tarefa da evangelização. As conversões se seguiram e muitos sinais eram vistos pelas multidões que, atônitas, criam no Senhor (Atos 3.11; 5.1-12; 8.6-8). Estava inaugurado o maior empreendimento de Deus nesta terra, a Sua Igreja. As igrejas eram edificadas (Atos 9.31), os primeiros diáconos foram escolhidos (Atos 6.3), o pastorado teve início com a aprovação do Espírito Santo (Atos 20.28).

O derramento do Espírito Santo é o marco glorioso da ressurreição de Jesus Cristo. É uma peculiaridade do cristianismo. Nunca se ouviu dizer tal coisa de nenhuma religião no mundo. Aliás, o mundo não pode sequer entender este extraordinário fato: "O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós" (Jo 14.17).
Em João 7.37, o Espírito Santo exaltou a Pessoa de Jesus Cristo na ocasião da grande festa dos judeus. Jesus ofereceu água, simbolizando o Espírito Santo, a todo o que tivesse sede, cresse e fosse a Ele e exercitasse a fé Nele. No entanto, o apóstolo João faz uma importante observação: "E isso disse ele do Espírito, que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado" (Jo 7.39). Note bem, o Espírito ainda não tinha sido derramado, porque faltava a glorificação de Jesus.
O Espírito Santo veio para glorificar a Jesus Cristo (Jo 16.14). Só está, de fato, cheio do Espírito Santo aquele que florifica ao Senhor com seus bens, obra e vida.

"E tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus" (Atos 4.31). Certamente nada pode substituir o dom do Espírito Santo.
"O qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo  Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica" (2Co 3.6). Uma igreja dinâmica, cheia de vida, com certeza já esteve em "Jerusalém", buscando em oração a promessa do Pai.
Infelizmente, muitas igrejas estão precisando ouvir a voz de Cristo: "Desperta, tu que dormes" (Ef 5.14). São "igrejas cheias de crentes vazios".

A promessa do Espírito Santo é uma realidade prática. Todos os crentes podem e devem receber esta plenitude, pois é o único meio de progredir na vida cristã e realizar a obra de Deus com dinamismo e sucesso.
Deus, o Pai, nos prometeu, conforme vimos nas Escrituras. Foi anunciada pelos profetas, ensinada por Jesus e confirmada na vida dos apóstolos.
 Tomemos a resolução de buscar tal poder, como fizeram os discípulos no cenáculo: "de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados" (Atos 2.2). 

O Espírito Santo proporciona:
  • "Uma nova maneira de ver a majestade de Deus;
  • Uma nova maneira de encarar o pecado;
  • Ênfase na necessidade de arrependimento, fé e novo nascimento;
  • Uma nova compreensão da responsabilidade pela evangelização do mundo;
  • Maior manifestação dos dons e do fruto do Espírito;
  • Uma profunda preocupação social;
  • Renovada dependência de Deus;
  • Alegria da salvação". Billy Graham

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